Keep calm and eat cookies
Adoro bolachas. Mas bolachas a sério. Nunca compreendi como é que as pessoas comem bolachas integrais, sem açúcar, ou de dieta. Isso não são bolachas. Claro que essas não fazem tão mal, nem engordam... Mas a verdade é que mais vale comer bolachas a sério uma vez por semana do que comer bolachas sem sabor uma vida inteira. Há bolachas no mercado que são fantásticas. Mas se vamos cometer um pecado, se as nossas ancas e a barriguinha vão sofrer consequências, então que sejam bolachas caseiras. 
Quando era miúda, tínhamos um livro de receitas enorme lá em casa. Qualquer coisa Pantagruel. Tinha imensas receitas, e as bolachas que fazíamos eram boas, mas geralmente ficavam duras depois de frias. Por isso, há algum tempo atrás, decidi ir em busca daquelas bolachas fabulosas que os americanos fazem, com bocados de chocolate, que se mantêm moles mesmo depois de frias. 
Encontrei uma série de receitas no Pinterest. Uma das dificuldades para quem procura receitas na internet, em inglês, são as medidas, por isso, também tentei encontrar um site que me permitisse converter as medidas para mililitros e gramas. O Google faz essa conversão, mas pessoalmente gosto mais da Metric-Conversions. Acabei por encontrar uma receita que achei especialmente fácil: Sallys Baking Addiction. Depois de algumas tentativas, adaptei a receita original que seria para uma única bolacha gigante e traduzi-a. 

O resultado é este:
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I think everything sounds better with a southern accent. - Jessica Simpson
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No post anterior, fiz uma breve introdução à cultura sulista. Tão breve... tão breve... que pouco escrevi sobre a sua História. Por isso, nesta publicação, além de dar continuidade a essa introdução, vou fazer também uma pequena revisão às minhas buscas pela decoração sulista, no Pinterest. 

A cultura sulista é conservadora, pelo que isso se torna visível também na decoração típica destes Estados. Também se vai mostrar em tudo o resto que envolve o Sul: os costumes, a literatura, a música, a cozinha. Não é de admirar que se notem as raízes de quem lá nasceu. São descendentes de colonos Ingleses, Alemães,  Escoceses, Irlandeses, Franceses (especialmente na zona de Nova Orleães - Louisiana) e, claro, escravos Africanos. 
Estes últimos foram levados de várias regiões da África para trabalharem na agricultura, e compõem a maior minoria dos Estados Unidos. A maioria ainda vive no Sul, e muitos dos que viviam noutros Estados começaram a voltar a estas raízes após o fim da segregação. Estranhamente, apesar de ser a zona em que a influência africana mais se faz sentir, é também a zona onde o racismo ainda existe com mais força. 


 
 
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Créditos da Imagem: Best Selling Cars Blog
O Jerónimo é o meu carro. Um Renault 11 GTL Phase 1, 1.4 de 1985. É um charuto velho, mas é meu. Tem a minha idade, tem o charme de um carro antigo, tem peripécias para contar e muitas memórias associadas. Como se costuma dizer, já fui muito feliz com aquele carrito. De vez em quando, decide ser temperamental e avaria. É uma chatice, quase como as birras de um adolescente. 
Eu gosto de carros. É quase anti-natural que uma mulher o diga. Porquê, não sei. Sempre gostei de motores e sempre gostei de ver como as coisas funcionam. Para mim, o automóvel é uma maravilha moderna, à qual damos pouco valor até termos que chamar a assistência em viagem. E acho um desperdício que as mulheres não se interessem pela máquina que usam diariamente, nem que seja por uma questão de "desenrasco". 

 
 
More than any other part of America, the South stands apart. Thousands of Northeners and foreigners have migrated to it... but Southerners they will not become. For this is still a place where you must have either been born or have "people" there, to feel it is your native ground.
(...) It is a loyalty to a place where habits are strong and memories are long. If those memories could speak, they would tell stories of a region powerfully shaped by its history and determined to pass it on to future generations.


Tim Jacobson, Heritage of the South
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Não sou a maior fã dos EUA. Em termos gerais, considero que a mentalidade dos americanos apenas demonstra como um grande país pode falhar em ser uma Nação. Não consigo encontrar uma identidade cultural distinta que realmente me faça dizer "isto é um americano". Como as minorias são, na verdade, a maioria, a cultura americana acaba por ser uma amálgama de outras culturas que nem conserva a origem nem acrescenta ao produto final. Digo muitas vezes que não seria capaz de viver num país assim, cuja identidade é emprestada. Contudo, há uma zona que considero rica em História e histórias, em que a identidade cultural está bem vincada e onde inclusive seria capaz de viver. Claro que a cultura sulista dos EUA também é, em parte, emprestada. Mas desta feita, conseguiram pelo menos torná-la sua e distinguir-se do restante país. 


Origem da Imagem: Pinterest (The Raj Style)


 
 
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Para quem ainda não conhece, a trnd.com "é uma comunidade cujos membros têm a oportunidade de experimentar novos produtos e serviços, combinando diversão, inovação e participação."
Entrei há pouco tempo no site, mas não me arrependi. Consegui ser seleccionada para o projecto das Rain Boots da Havaiana, e estou a adorar a experiência. Gosto do conceito apesar de nunca ter sido grande fã de galochas. Há que dizer que a marca inovou e trouxe cores fabulosas a um calçado que por si só é sensaborão. 
No final, as trnders que participam no projecto estão habilitadas a ganhar umas Rain Boots. Seria óptimo se ganhasse, mas honestamente gosto da participação por si só. É uma forma conveniente de dar uma opinião que sei que vai ser ouvida pela marca. Para quem ainda não foi ao site da Havaianas, está disponível aqui.

 

    Sobre Mim

    Quem me conhece acha que tenho uma vida cheia de curiosidades e volte-faces. Não há dia em que não faça ou aprenda uma coisa nova. Sou, eu própria, uma pessoa de gostos singulares. Tão depressa falo sobre mecânica como a seguir estou a fazer bolachas caseiras ou a tricotar, ou a bisbilhotar a últimas novidades no mundo da moda e do design. 
    O nome Transversalidades surgiu-me para este Blog porque é impossível que eu escreva sobre um só assunto. Hoje é isto... amanhã, quem sabe?

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